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Abaixo, os trabalhos que serão parte do livro TECNOMAGIA, em processo de finalização. Infelizmente, quando transpostos para a wiki, muitos deles foram desformatados e perderam algumas referências, como notas de rodapé e etc. Em breve disponibilizaremos aqui o PDF com todos os textos, ilustrações e referências diagramados e formatados corretamente.

  1. Introdução Tecnomagia
  2. Orelha do livro Tecnomagia
  3. Magia e Tecnologia – Pedro Soler
  4. Microculturas – Vahida Ramujkic, Moshe Robes y Aviv Kruglanski
  5. Magia e Tecnologia – Alfred Gell
  6. Descristalização – Jonathan Kemp
  7. Poema – George Sander
  8. O Xamã e as Máquinas – Pedro Peixoto Ferreira [1]
  9. Antropologia das sociedades encantadas – Thais Brito
  10. Magia:a: caminho de resignificação e e ritos – Eá de Apsu
  11. Pequeno Manual do Astrólogo Amador Artificial – Bruno Vianna
  12. Tecnomagias – Adrian Gomez
  13. Mantra Digital – Morgana Gomes
  14. Fragmento de um dialogo pós-apocalíptico – Cartesius Ciborgis
  15. Escolher – Felipe Fonseca
  16. Tecnomagia – Fabiane Borges [2]
  17. Cyberpunk como alquimista moderno – Timothy Leary
  18. Tecnomagia: metareciclagem e rádios livres no front de uma guerra ontológica – Thiago Novaes
  19. Tempo Livre – Martin Howse
  20. A Morte de Yupana – Irineu Evangelista de Sombra

BIBLIOTECA

  1. A corrida da Antena – Fabi Borges e Hilan Bensusan
  2. Alquimia de Corazones – Katiushka Borges
  3. Tecnoxamanismo – Allan Mendes
  4. A Cartilha – Samir Oliveira
  5. Movimento para acender luzes automáticas – Paola Barreto Leblanc1
  6. Ciberxamanismo Eduardo Pinheiro – File:CIBERXAMANISMO.pdf
  7. O supermassivo buraco negro dançando com o fogo do sol
  8. pamphlet111111 – Tiago Spina
  9. Re-manifesto antropofágico para era digital – Vanessa Maia Ramos-Velasquez
  10. Words Made Flesh[3]
  11. Iniciação técnica numa formação moderna em humanidades – Gilbert Simondon

Descristalização

Descristalização 27-28/maio 2011, Londres (Jonathan Kemp)

Suponha um sistema que consiste em dois recipientes contendo um total de 10 moléculas azuis e 10 moléculas vermelhas. Há apenas uma configuração com a qual as moléculas podem ser arranjadas de maneira que as 10 moléculas azuis estão em um recipiente e as outras 10 estão em outro. Por outro lado existe um grande número de maneiras em que podemos arranjar 5 de cada cor em cada um dos recipientes.

“Entropic View of Computation” in Mead, C., Conway, L., Introduction to VSLI Systems, (Reading, Mass.: Addison Wesley, 1980), p. 366
Descristalizacao foi uma oficina de dois dias e um evento de performance em ambiente fechado que aconteceu no final da primavera 2011 em Londres. Jonathan Kemp (http://xxn.org.uk) and Ryan Jordan (http://ryanjordan.org) conceberam o evento em torno de duas premissas:

1) Que a vida em si inicia-se de cristais aperiódicos (a la Erwin Schrödinger ) codificando infinitos futuros num pequeno número de átomos, a cristalização da carne pelo Capital limita estes futuros ao ponto da exaustão,

2) Se os computadores e os minerais quais estes são feitos são considerados similarmente cristalinos, então a sua descristalização, que é um aumento na sua desordem, é possível através de uma realimentação positiva que irrompe e escala a entropia através de suas estruturas e descamba na sua patologia presente, Capital.

Este jogo, juntamente com a definição de Cibernética de Norbert Wiener e a definição de “Teoria da Informação” de Claude Shannon entraram em cena pelo fim dos anos 1940, pressentindo sua instalação em todo lugar onde o mise-en-scène do Capital crescia no centro do palco. O alvo declarado da cibernética é entender o comportamento inteligente dos sistemas focando em sua “comunicação, controle e mecânica estatística, seja na máquina ou no tecido vivo” e estendido para encampar cérebros, “máquinas computantes e sistema nervoso”, todos caracterizados como sistemas auto regulados feitos de redes nodais escaladas. Rapidamente identificando que esta regulação é mais efetiva em passar a informação através do sistema, suas noções fundamentais são fundadas nestas informações, retroalimentação, entropia e ambiente. Comportamentos futuros seriam ajustados pela retroalimentação da performance com a máxima adaptabilidade para autorregulação e auto reprodução. Os materiais são descontextualizados de qualquer coisa que não seja mecanicamente nodal na modelagem e governança da nava-mãe Terra ( classificação e prazo de validade de alimentos por exemplo) e reciclar é subentendido como um mantra crucial para sustentar a teia desta vida.

Cyberpunk como alquimista moderno

O Cyberpunk como alquimista moderno. por Timothy Leary e Eric Gullichsen A geração baby-boom cresceu num mundo eletrônico (de 1960 a 1970), de ligar e sintonizar telas de TV e de computadores pessoais. Os Cyberpunks, crescendo nos anos 80 e 90, desenvolveram novas metáforas, rituais, e estilos de vida para lidar com o universo da informação. Mais e mais de nós estão se tornando xamãs de fuzzy-logic e alquimistas digitais. Os paralelos entre a cultura dos alquimistas e dos adeptos cyberpunks de computadores são muitos. Ambos empregam conhecimento de um arcano oculto desconhecido pela população em geral, com símbolos secretos e palavras de poder. Os “símbolos secretos” compõe a linguagem dos computadores e matemática, e as “palavras de poder” instruem sistemas operacionais para realizarem tarefas hercúleas. Conhecendo o preciso código de um programa digital permite que ele seja conjurado à existência, transcendendo assim o trabalho muscular ou a pesquisa mecânica. Ritos de iniciação e aprendizado são comuns a ambos. “Feitos psíquicos” de telepresença e ação a distância são realizados pela escolha de uma opção no menu. Jovens alquimistas digitais t????V?êm ao seu dispor ferramentas de inteligência e poder inimagináveis pelos seus predecessores. Telas de computador são espelhos mágicos, apresentando realidades alternativas nos vários graus de abstração ao controle (invocação) do alquimista. O mouse ou caneta da mesa digitalizadora são o bastão, controlando o fogo do monitor e amplificando a força criativa do operador. Dis